Intolerância a lactose, existe cura?

10/10/2020

Intolerância à lactose é um problema frequente para muitas pessoas. É causado por deficiência de uma enzima chamada de lactase que normalmente está no intestino delgado. É muito mais frequente do que imaginamos! Acredita-se que aproximadamente 70% da população mundial tenha algum grau de intolerância à lactose.

Alguns alimentos normalmente contém açúcar: as frutas contém frutose, a cana de açúcar contém sacarose, e o leite contém o açúcar lactose. Para a lactose ser absorvida no intestino ela precisa ser “quebrada” em moléculas menores através da lactase, decompondo em glicose e galactose que serão absorvidos e usados pelo nosso organismo como forma de energia. Na falta de lactase o açúcar lactose não pode ser absorvido e fica dentro do intestino podendo causar gases, cólicas, diarreia. Preste atenção: muitos alimentos industrializados contém leite (salsichas, alimentos congelados ou prontos, suplementos alimentares…) e até alguns comprimidos contém lactose em sua composição que, embora em quantidade bem pequena, podem provocar sintomas em alguns pacientes.

Para que as pessoas com intolerância à lactose possam evitar os sintomas é necessário evitar a ingestão de leite e derivados (manteiga, requeijão, queijo, sorvete…) ou ingerir a enzima lactase através de comprimidos ou sachês antes de ingerir o alimento com lactose.

Como já mencionado, a lactase encontra-se na mucosa do intestino delgado. Então, casos de infecções intestinais que causam dano na mucosa também causam diminuição da produção de lactase e, consequentemente, podem causar uma intolerância à lactose transitória. Quando a mucosa cicatriza o paciente geralmente melhora. E isso pode ocorrer também em pacientes com Doença de Crohn e Doença Celíaca no intestino delgado que, quando inflamado, produz menos lactase.

Intolerância à Lactose é o mesmo que alergia ao leite?

Não. Alergia ao leite é uma condição totalmente diferente, onde há uma reação imunológica a proteína do leite (caseína e lactoalbumina) e que pode causar desde apenas uma urticária, até casos mais graves como asma e atopias de pele.

   Quais os tipos de intolerância à lactose?

  • Congênita – podemos nascer com a redução na capacidade de produzir a lactase ou até ausência de produção! Felizmente essa é uma condição rara!
  • Primária – quando perdemos a capacidade com o passar dos anos de produzir a lactase e isso começa a acontecer aproximadamente a partir dos 20 anosde idade e tende a aumentar progressivamente com o passar dos anos;
  • Secundária – quando a deficiência de lactase acontece por algum outro problema ou doença como na doença de Crohn, nas cirurgias com grandes ressecções intestinais, na doença Celíaca e nos quadros de alergias por exemplos.

Como é feito o diagnóstico?

O teste de sangue é o exame mais comumente solicitado que é feito com a ingestão de grande quantidade de lactose e depois de um tempo faz-se a dosagem de glicose no sangue do paciente.

O resultado é positivo quando não temos um aumento significativo da glicose no sangue depois de ingerir a lactose.

Existem mais 2 outros métodos:

  • Teste do hidrogênio respiratório: medindo a quantidade de hidrogênio expirado pelo paciente após ter ingerido altas doses de lactose.
  • Dosagem da acidez das fezes. Nestes casos o exame é positivo quando há aumento importante da acidez das fezes após ingestão de grande quantidade de lactose.

Existe cura para a intolerância à lactose?

Não. O que fazemos é apenas orientar uma dieta pobre em lactose e fazer a reposição da lactase no leite ou em cápsulas ou tabletes quando o paciente vai fazer uso de leite e derivados.

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