Diástase Abdominal em Homens

7/5/2021


Embora ainda pouco falada, a diástase abdominal em homens é comum e ocorre mais frequentemente do que imaginamos!

E o que é diástase abdominal?

Diástase abdominal é o afastamento ou espaço criado entre os músculos reto abdominais, aqueles músculos que dão a impressão de “gominhos” ou “six pack” na barriga. Esse afastamento dos músculos evolui para uma área de importante fraqueza da parede muscular abdominal, enfraquecendo a região

Dessa forma, quem possui diástase tem, além do prejuízo estético de uma área que abaula ou forma uma elevação no centro do abdome, também o prejuízo funcional de força de contração abdominal e postura. Além disso, a fraqueza da parede abdominal causada pela diástase predispõe a formação e recidiva de hérnias como umbilical e epigástrica.

As principais causas de diástase abdominal são:


  • Aumento da pressão dentro da barriga (intra-abdominal), associada muitas vezes a uma musculatura enfraquecida;
  • Acúmulo de gordura abdominal em excesso, crescimento progressivo da barriga e circunferência abdominal. Isso faz com que os músculos abdominais se afastem para comportar o crescimento interno, semelhante ao que ocorre em uma mulher grávida. Esse afastamento dos músculos e desenvolvimento da diástase também pode predispor a formação de hérnia umbilical e hérnia epigástrica;
  • Pessoas que ganham e perdem peso muito rapidamente, o chamado “efeito sanfona”;
  • Trabalho braçal intenso sem os equipamentos de proteção da musculatura do abdome e lombar;
  • Pessoas que fazem muitos exercícios intensos, que recrutam a musculatura abdominal (como abdominais, agachamentos e exercícios livres) e carregamento de peso muito pesados. Assim, associados a falta de preparo físico prévio, má postura durante o exercício ou execução de forma incorreta dos movimentos do exercício (biomecânica do grupamento muscular).



A diástase de reto abdominal no homem se apresenta de forma diferente da mulher? 

Se a causa da diástase for pós-parto, então SIM, é diferente. 

A fisiopatologia, ou seja, o mecanismo da diástase que acontece durante a gestação e após o parto, desencadeia um maior afastamento dos músculos na região do umbigo e pouco acima do púbis. 

Isso porque é na pelve, mais precisamente no útero, onde se encontrará o maior aumento de pressão e necessidade de criar espaço, logo são essas regiões onde os músculos retos abdominais mais se afrouxam – criando a famosa “pochete”. 

Já nos homens, onde as causas já foram citadas, o que acontece é um aumento global da pressão do abdome. Desse modo, com alongamento intenso da musculatura abdominal principalmente abaixo das costelas e acima do umbigo, gerando um efeito conhecido como “estômago alto”. 

Se a causa da diástase abdominal da mulher for a somatória da gestação e grande ganho de peso com enfraquecimento da musculatura de toda parede anterior do abdome, a diástase pode ter o formato de “lombada” com elevação ou abaulamento da região abaixo das costelas até o púbis.

Como é realizado o diagnóstico da diástase abdominal?

Mesmo sendo capaz de perceber alguns sinais da diástase por conta própria, é essencial que o paciente procure assistência médica. Assim, poderá obter um diagnóstico assertivo do tipo de diástase e tirar suas dúvidas quanto ao tratamento médico.

Inicialmente, o médico realizará um exame físico. Em seguida, será solicitada a realização de exames complementares, como ultrassonografia de parede abdominal e tomografia ou ressonância de abdome. Desse modo, será possível estudar a extensão do distanciamento do músculo abdominal e a possível presença de hérnias, mais frequentemente – hérnias umbilicais e hérnias epigástricas. 

Tratamento da diástase abdominal em homens

A procura destes pacientes no consultório tem aumentado progressivamente. As preocupações não são apenas estéticas, mas também funcionais, como problemas na postura e dor lombar crônica. 

Quando a queixa é funcional, devemos deixar claro as opções do paciente:

Se existir um excesso ou sobra de pele, como em pacientes ex-obesos, para um melhor resultado, a cirurgia deverá ser realizada com o cirurgião plástico para a realização combinada de abdominoplastia, com retirada do excesso de pele. Nessa cirurgia plástica será feito um grande corte, semelhante ao de cesariana.

Quando não existe um grande excesso de pele ou não é o foco da queixa estética do paciente, o procedimento é outro. Então, a cirurgia de diástase de reto abdominal ocorrerá somente com o cirurgião especializado em cirurgias de parede abdominal e correção cirúrgica via robótica da diástase abdominal. 

Assim, acontece também quando a queixa é funcional, quando a fraqueza da musculatura abdominal atrapalha as atividades diárias, causando dores nas costas e limitações.

Cirurgia de correção de diástase de reto abdominal via robótica

A cirurgia de diástase de retos abdominais via robótica é realizada por meio de somente 3 a 4 furos de 8 a 11mm, sem corte ou incisão grande na pele e sem necessidade de dreno. 

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Os braços e pinças robóticas, comandadas pelo cirurgião, conferem a precisão e ergonomia cirúrgica necessária. Assim, permite a realização da plicatura da musculatura por dentro do abdômen, que é a aproximação dos músculos reto abdominais afastados e enfraquecidos. Então, isso é feito por meio de múltiplos pontos cirúrgicos, fortalecendo a parede abdominal e reconstituindo a anatomia da musculatura.

Nos casos em que existe hérnia umbilical ou epigástrica associada, procede-se a herniorrafia e instalação de tela para reforço muscular.

A correção da diástase abdominal melhora o desempenho funcional da parede abdominal, postura e sobrecarga lombar prévia, além de trazer um aspecto estético desejável.

Procure um cirurgião habilitado em cirurgia robótica e com experiência em correção cirúrgica de diástase abdominal para uma avaliação.

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