
Hérnias e Parede Abdominal
Hérnia lombar após cirurgia de rim: por que acontece e como tratar
Saiba o que é hérnia lombar incisional, por que pode surgir após cirurgia renal, quais os sintomas e como é feita a correção cirúrgica com um especialista.

Existem pessoas que se surpreendem com uma nodulação ou caroço na região inguinal, mais conhecida como “virilha”. Esse abaulamento que é percebido ao tomar banho ou na palpação possui 2 principais hipóteses diagnósticas: HÉRNIA INGUINAL e LINFONODO.
▶ Hérnia Inguinal. Pós-operatório de Cirurgia de Hérnia InguinalSe você ou algum familiar apresentar sintomas de nodulação e abaulamento na região da virilha ou inguinal procure um especialista para uma avaliação adequada, diagnóstico correto e planejamento do tratamento.
Os linfonodos são gânglios linfáticos que compõe parte do sistema de defesa imune do corpo. Na região inguinal os linfonodos têm o papel de drenar a linfa e fazer a proteção da região genital, períneo, coxas, pernas e pés. Portanto, qualquer inflamação ou infecção dessas áreas pode causar um aumento do gânglio linfático correspondente. Raramente, esses linfonodos podem aumentar e tornar-se bem duros, podendo estar relacionados a tumores relacionados ao sistema linfático, como os linfomas.
Já as HÉRNIAS INGUINAIS, são áreas de fraqueza muscular, nas quais existe um rompimento ou esgarçamento das fibras musculares entre a região da virilha e a coxa. Justamente por ser a junção do membro inferior com o abdome é uma região de alta tração muscular e de tendões, criando uma pressão local que pode enfraquecer e lesar as fibras musculares locais, desencadeando a formação de uma das hérnias mais comuns a HÉRNIA INGUINAL.
Na hérnia inguinal, por haver uma falha da parede muscular da parede abdominal, acaba se formando um “caminho” de livre passagem do conteúdo abdominal para a região da virilha. Ou seja, a gordura de dentro do abdome e os órgãos podem começar a deslizar e se direcionar para essa região, causando sintomas como dor aos esforços, abaulamento ou nódulo na virilha, sensação de “repuxar” quando faz algum movimento mais amplo ou quando levanta peso.
A hérnia inguinal é uma doença estrutural da parede abdominal, desta forma, não tem tratamento com medicamentos ou fisioterapia. A partir do momento em que se diagnostica a hérnia inguinal o único tipo de tratamento é o reparo cirúrgico da hérnia.
O diagnóstico de hérnia inguinal pode ser realizado no próprio exame físico em consulta com o especialista e confirmado por meio de exames de imagem como ultrassonografia da região inguinal ou tomografia.
Como já mencionado a única forma de tratar a hérnia inguinal é por meio de cirurgia. Atualmente, existem algumas opções de tipos de cirurgia, mas o tratamento cirúrgico “padrão ouro” é a cirurgia minimamente invasiva por meio da laparoscopia ou cirurgia robótica.
A cirurgia laparoscópica e robótica para o tratamento da hérnia inguinal, proporcionam um reparo adequado das fibras musculares da virilha, reconstruindo essa região da parede abdominal e instalando uma tela cirúrgica. Essa tela cirúrgica é uma prótese que se integrará a própria parede abdominal e se tornará parte do corpo do paciente, criando um reforço extremamente eficiente para a hérnia não recidivar, ou seja, nunca mais se desenvolver outra hérnia na virilha.
▶ Tela cirúrgica usada em cirurgias de #hernia.
▶ Hérnias e telas cirúrgicas #hernia #herniasAs cirurgias minimamente invasivas são realizadas por meio de 3 furinhos de milímetros na parede abdominal do paciente (foto 1), e através dessas pequenas incisões cirúrgicas conseguimos realizar a cirurgia laparoscópica e robótica com grande delicadeza e precisão, resolvendo o problema estrutural da falha da musculatura entre a parede abdominal e a região da coxa – região inguinal.

Figura 1: Locais das incisões cirúrgicas em cirurgia minimamente invasiva de hérnia inguinal.
Saiba mais sobre o que esperar do período pós-operatório da cirurgia de hérnia inguinal:
Se você ou algum familiar apresentar sintomas de nodulação e abaulamento na região da virilha ou inguinal procure um especialista para uma avaliação adequada, diagnóstico correto e planejamento do tratamento.

Nem todo caroço na virilha é hérnia. As causas mais frequentes na prática clínica são:
Os linfonodos são pequenos "filtros" do sistema de defesa espalhados pelo corpo — e a virilha é uma das regiões onde eles são mais numerosos. Eles aumentam de tamanho quando reagem a algo: micoses e ferimentos nos pés e pernas, foliculite após depilação, infecções urinárias e infecções sexualmente transmissíveis estão entre as causas mais comuns de íngua na virilha. Nesses casos, o linfonodo costuma ser pequeno, amolecido, um pouco dolorido e regride em 2 a 4 semanas junto com a causa.
Alguns sinais, porém, pedem investigação médica sem demora:
Nesses cenários, o médico pode solicitar ultrassonografia e exames complementares para esclarecer a causa — que na maioria das vezes é benigna, mas merece confirmação.
Duas pistas ajudam (mas não substituem o exame físico): a hérnia costuma mudar de tamanho ao longo do dia — aparece ou cresce com esforço e tosse, e reduz ao deitar; a íngua mantém o tamanho independentemente da posição e pode estar sensível ao toque. O lipoma, por sua vez, é macio e indolor. Na dúvida, o exame clínico com ultrassonografia da região inguinal define o diagnóstico com precisão.
Não — a grande maioria corresponde a ínguas reativas, hérnias e lesões benignas de pele. Grave é ignorar um caroço que cresce ou persiste: o diagnóstico precoce simplifica qualquer tratamento.
Pode, mas é a minoria dos casos. Linfomas e alguns tumores da região pélvica podem se manifestar por linfonodos aumentados. Os sinais de alerta listados acima (tamanho, consistência, persistência e sintomas gerais) são o guia para saber quando investigar.
Ínguas reativas e abscessos drenados costumam regredir. Hérnias, não: elas tendem a aumentar lentamente com o tempo, e o tratamento definitivo é cirúrgico. Entenda as opções no artigo sobre hérnia inguinal — incluindo a cirurgia robótica, que utilizo nos casos indicados.
O cirurgião do aparelho digestivo/cirurgião geral avalia hérnias e nódulos da região; conforme a suspeita, o caso pode envolver outras especialidades. O importante é não adiar a avaliação inicial.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui consulta médica. Diante de qualquer sintoma persistente, procure um médico para avaliação individualizada.
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